Os 5 Maiores Erros de Contratação

Por Jeff Haden

Contratar as pessoas certas é algo crítico para qualquer negócio, mas especialmente para uma pequena companhia com relativamente poucos funcionários. Erros de contratação não apenas desperdiçam tempo e dinheiro, mas também criam um efeito que se propaga negativamente em outros funcionários e no seu negócio.

Aqui estão cinco erros de contratação que você definitivamente deve evitar:

1. Pensar que você pode mudar as pintas de uma onça.** Todos os empregados devem tipicamente seguir regras e processos da empresa, sejam formais ou informais. Ainda assim, algumas pessoas não conseguem – ou não o fazem. O vendedor excepcional com o recorde incrível de gerar negócios e aterrorizar a equipe administrativa e de suporte não irá jogar limpo de uma hora para outra apenas porque foi contratado por você. O garoto que trabalha na hora da coruja, regado a Gatorade e Cheetos, não irá se transformar de uma hora para outra em um modelo de pontualidade diurna. Para algumas pessoas o trabalho em si, e como elas fazem este trabalho, é o que mais importa – não o emprego. Não pense que você pode mudá-las.

Ao invés disso, você tem duas escolhas: Primeiro, decidir aceitar o pacote completo. Se você desesperadamente precisa de receita você pode decidir conviver com os caprichos do superstar de vendas; permitir o estimado programador trabalhar à noite pode ser ok, mesmo se todo mundo trabalhar durante o dia e a comunicação ser menos do que ideal. Mas se você não está disposto a se acomodar ou comprometer, passe. Não há meio termo.

2. Contratar por habilidades ao invés de personalidade. Técnica e conhecimento são inúteis quando não colocados em uso. Experiência é inútil quando não é compartilhada com outros. Quanto menor o seu negócio, maior a probabilidade de você se considerar um expert no seu campo; transferir tais habilidades para outros é relativamente fácil. Mas você não pode treinar o entusiasmo, uma ética de trabalho sólida, e grandes habilidades interpessoais – e estes traços podem importar muito mais do que qualquer conhecimento que o candidato trouxer (de acordo com esse estudo da Leadership IQ, apenas 11% de novas contratações falham nos primeiros dezoito meses por deficiência de conhecimentos técnicos).

Ao invés disso: Quando em dúvida, sempre contrate pela personalidade. Um candidato que não possua certas habilidades técnicas é causa para preocupação; um candidato que não sabe se relacionar com outras pessoas está tremulando uma bandeira vermelha enorme.

3. Vender o seu negócio. Você absolutamente precisa de empregados que queiram trabalhar para você. Isto é óbvio. Mas nunca tente convencer um candidato a trabalhar no seu negócio. Por que? 1) Bons candidatos fizeram o dever de casa e sabem se sua empresa é boa, e 2) Você distorce a relação empregatícia desde o começo. Um empregado grato pela oportunidade aborda seus primeiros dias no emprego de maneira muito diferente do que um empregado que se sente fazendo um favor ao integrar a equipe.

Ao invés disso: Descreva o cargo, descreva sua companhia, responda perguntas, seja factual e direto, permita ao candidato fazer uma decisão informada…mas nunca tente o convencer da escolha. Os candidatos certos reconhecem as oportunidades certas.

4. Contratar amigos e família. Eu sei: alguns negócios de sucesso se parecem com uma eterna reunião em família. Ainda assim, tenha cuidado. Alguns funcionários irão enfatizar as qualificações de um membro familiar ao recomendar um candidato. Seus corações podem estar no lugar certo, mas o desejo de ajudar um familiar nem sempre se alinha com a sua necessidade de contratar grandes funcionários. Além do que, amigos e família se encontram fora do trabalho também, aumentando a chance de conflitos interpessoais. Quanto menor a companhia, maior o impacto em potencial. E mais: dois irmãos em uma empresa de cinco pessoas podem ter mais poder na prática do que você.

Ao invés disso: Ou imponha uma política adequada, como “familiares não trabalham no mesmo departamento”, ou passe um pente fino quando avaliar seus candidatos. No geral, estabelecer e seguir uma política é a solução mais sensata, simplesmente porque você nunca dará a impressão de favorecer o pedido de um funcionário de entrevistar um amigo ao invés de outro candidato.

5. Ignorar sua intuição. Nada supera um processo de contratação formal e abrangente – exceto, algumas vezes, a intuição. Sempre leve em conta impressões suas em considerações qualitativas. E sinta-se livre para fazer pequenos “testes”. Eu sempre levei candidatos de supervisão em um tour informal nas nossas áreas de manufatura. Algumas vezes funcionários nos interromperiam para perguntar algo; eu parava porque funcionários vem em primeiro lugar. Um candidato que aparentasse ficar irritado ou frustrado pela interrupção era motivo de preocupação. O mesmo com um funcionário fazendo força, digamos um que tenha se atrasado ao empilhar caixas. Eu naturalmente ajudaria enquanto ainda falando com o candidato. A maioria também ajudaria, alguns conscientemente em uma tentativa óbvia de impressionar, outros naturalmente e sem problemas. (É fácil distinguir quem ajuda automaticamente e quem o faz apenas por você estar observando).

Ao invés disso: Deixe a sua experiência e intuição informar as suas decisões de contratação. E não tenha medo de conduzir seus próprios testes. Um clássico é o teste do garçom: como uma pessoa interage com um garçom (ou qualquer outro em posição de servir) é frequentemente um bom indicativo de como ela irá interagir com seus funcionários. Você sabe quais as qualidades intangíveis que precisa nos funcionários; determine algumas maneiras simples de ver se um candidato possui ou não tais qualidades.

Em suma: Se você duvidar, pode cortar. Todo mundo erra na hora de contratar, por mais que se esforce. Nunca se ponha em uma situação de olhar para trás e pensar, “eu sabia que não deveria ter contratado ele”.

** Eu roubei essa expressão de um amigo. Anos atrás ele e sua então esposa começaram a fazer terapia em casal. Na primeira sessão ela começou a listar os defeitos dele. Depois de alguns pontos ele parou ela e perguntou, “quão importantes são estes problemas para você?”
“Muito”, ela respondeu. “São coisas que precisam mudar”.
Ele levantou, se direcionou à porta e disse, “boa sorte então. São as pintas em uma onça. Não posso mudar. Não vou tentar.”
Não deveria ser uma surpresa que depois de quinze anos ele ainda está solteiro.

Retirado e adaptado de Bnet.com

E você, já cometeu erros de contratação? Comente!

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