Dez Sinais de que Está na Hora de Sair da Sua Clínica: Parte 1

Por Jennifer Koehl

Pedir a demissão exige muita meditação, e em muitos casos, deveria acontecer apenas depois de exaustivas tentativas para melhorar seu ambiente de trabalho. Para dicas sobre como lidar com problemas e evitar pedir demissão, leia a primeira metade desse artigo da US News and World Report! Se você pensa que já deu o que tinha que dar, pedir demissão pode ser a única opção restante.

Deixar seu trabalho durante uma economia em depressão possui enorme peso. Frequentemente, a idéia é abandonada por medo do desconhecido. Muito frequentemente aceitamos a mediocridade em troca de conforto. Nossas reclamações, estresse e estagnação continuam por não querermos sacrificar o certo pelo duvidoso.

Um dos melhores conselhos que já ouvi veio do Sr. Vernon Hill, ex-CEO do Commerce Bank. Quando questionado sobre o que fazer quando a gerência recusa-se a mover-se, ele disse de forma clara, “algo precisa mudar. Ou você muda ou eles mudam.

Ofereço a vocês dez sinais de que está na hora de sair da sua clínica. Muitos dos sinais estão interrelacionados, uma consequência de problemas acumulados.

Dez Sinais de que Está na Hora de Sair da Sua Clínica

1. Falta de Liderança

Ter uma liderança definida na clínica é a chave para o equilíbrio e união da equipe. Uma clínica é tão forte quanto seus líderes; a discórdia da falta de liderança se infiltra por toda a hierarquia até os assistentes do canil. A falha em liderança inclui ignorar conflitos, recusa em abordar preocupações de funcionários, e uma dificuldade em aceitar críticas e comentários. Se proprietários e gerentes se recusarem a estabelecerem e aderirem a práticas e regras gerais, a clínica rapidamente se torna um “cada um por si e Deus por todos”.

Líderes fortes na clínica procuram a opinião dos colegas e lutam para melhorar as relações no trabalho. Sem esse direcionamento, políticas inconsistentes, conflitos mal resolvidos e funcionários sentidos contribuem para um problema ainda pior: cuidado deficiente com o cliente e o paciente.

2. Não Gostar Mais do Emprego

Essa parece óbvia, mas merece uma melhor análise. Apenas cerca de metade da população dos EUA declara que gosta do emprego. Putz! Dinheiro, relações interpessoais, longas horas, e o emprego propriamente dito compõem muitas das razões para a insatisfação.

Burnout é um dos maiores fatores que afetam a satisfação do trabalho pelo veterinário. Há uma grande diferença entre o burnout físico resultante de horas excessivas, e burnout emocional resultante de estresse crônico. O burnout físico pode algumas vezes ser solucionado com férias ou períodos sabáticos. Funcionários com burnout emocional podem não ter outra escolha além de deixar a posição atual para reestabelecer equilíbrio.

Todos teremos dias, semanas ou meses ruins no emprego. A insatisfação geral com o trabalho vem de disfunção sistêmica, crônica resultante de mais dias ruins do que bons em uma extensão de tempo.

Por fora, não conheço muitos veterinários que, em um ou outro momento, não tenham duvidado de sua capacidade para a profissão. As horas excessivas, estresse crônico, e interferência com a vida pessoal tem o seu preço, e nos deixam com dúvidas. Determinar se você está insatisfeito é com seu emprego ou com sua carreira é essencial.

3. O Trabalho Interfere com a Vida Familiar

Médicos veterinários e equipe sabem que longas horas e madrugadas os aguardam. Aqueles infelizes o suficiente de carrearem a praga do plantão levam os grilhões da clínica veterinária para a vida familiar e social, tornando-as difíceis. Horas excessivas já fazem a medicina veterinária estressante o suficiente, acrescente um ambiente de trabalho cronicamente estressante e você tem um grande problema.

Exausta por uma rotação de tecidos moles durante meu quarto ano de faculdade veterinária, a única coisa que eu podia pensar na minha jornada de vinte minutos de volta para casa era um pão com linguiça. Ele me esperava, sobras fartas que iriam saciar a minha fome com toda a certeza. Cheguei em casa e descobri que meu marido tinha comido todos os pães e deixado só um pouco da linguiça. As consequências da fadiga, estresse e a semana de 80 horas de trabalho tiveram seu papel no desastre doméstico, induzido por trabalho, que se seguiu.

Meu lado racional foi embora durante o meu discurso sobre como era óbvio que meu marido não me amava ou me respeitava por ter comido minha janta imaginada há tanto tempo. Aqueci o resto miserável e continuei o sermão para meu pobre marido. Entrei com a comida no escritório, meu marido me seguindo devagar, e para o meu desânimo a linguiça caiu do prato e rolou no chão. Berrei. Muito. O estresse profissional se infiltrou em minha vida pessoal, e minhas atitudes pagaram o preço. Ao relembrar, isso é mais uma ocasião hilária dentre vários outros em nossa relação, mas outro homem poderia ter sido menos tolerante a surtos relacionados a trabalho.

Ideais, nobres ou não, raramente são mantidos quando o estresse de longa data ataca. Nossas famílias são os primeiros afetados pelo mau humor. Algumas vezes, nossa situação no trabalho é tão miserável que não há otimismo que segure a insatisfação com o emprego. Não deixe que sua família sofra.

4. Ai! Você Bateu no Teto

Posições com pouca ou nenhuma possibilidade de crescimento são frustrantes. Mentes estagnadas apodrecem. Contracheques estagnados são podres.

5. Qualquer Outro Emprego é Mais Atraente

Já se flagrou pensando que ser garçom seria melhor do que trabalhar no que você está? Disposto a diminuir o salário só para fugir? Vê os trabalhadores remendando asfalto, cobertos em suor em um dia quente e pensa com inveja, “poxa, eles estão bronzeados”? Você não está sozinho, mas é hora de repensar seriamente sua situação atual.

Sabem a expressão “a grama do vizinho é sempre mais verde”? É verdade. É mais verde por que é fertilizada com bosta de vaca. Pensamos e repensamos cenários em nossas cabeças sobre como seria muito melhor do outro lado da cerca. Se o único motivo para sair é pensar que do outro lado está melhor, pense de novo. Talvez você precise apenas de férias. Mas se você se pegar concordando com alguns outros sinais, isso pode contribuir para a decisão de sair.

Traduzido e adaptado de VMDiva

Clique aqui para ler a parte 2!

E você, concorda com algum dos sinais acima?

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