Coach, quem precisa de um?

A palavra coaching ainda é pouco conhecida, porém muitos profissionais estão se dando conta de que os coaches são cada vez mais necessários.

Entrevista concedida à Mariana Vilela, sucursal de Curitiba (PR) da Revista Cães&Gatos, pelo Prof. Marco Antonio Gioso, em 2011

Será que todos nós precisamos do coaching? Em português coaching significa treinador e poucas pessoas sabem o que isso significa. Seja na vida profissional ou pessoal, o coaching é o processo de guiar as pessoas por meio de seus próprios conhecimentos, habilidades e vontades e fazê-los ir ao encontro de suas oportunidades e torná-las mais fortes. Os coaches não desenvolvem as pessoas, eles dão condições para que elas autodesenvolvam-se.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) essa é a carreira que mais cresce no mundo e, no Brasil, vive o seu auge. Atualmente o mercado está carente desse profissional que é especialista em transformar sonhos em realidades, em atingir metas e superar desafios. Segundo a revista Time & Business News, a demanda nos Estados Unidos é tão alta que o coach cobra de US$ 600 a 2 mil por sessão. O mercado de coaching geral cresceu 18% no ano passado e movimentou mais de US$ 2,5 bilhões (IBC).

Quem explica em detalhes sobre como ser um coach é o médico veterinário, Marco Antonio Gioso, conhecido por sua especialidade em odonto, mas que também tem ganhado fama por seus conhecimentos e palestras sobre coaching. Há vários tipos de coaching, conta Gioso. “Tem o coaching de vida, de esporte. No meu caso é para treinar o empresário ou o funcionário de uma empresa. É treiná-lo no seu comportamento que tem a ver com a sua empresa e como lidar com o próprio sentimento dele com relação a ela”, informa.

Um coach, explica Gioso, utilizará métodos para desbloquear a mente das pessoas. “Esse é o principal objetivo. Por meio de exemplo e situações, essas pessoas vão entende porque elas acham que não conseguem, que não são capazes”, afirma.

Quem precisa de um coach
Segundo estudos da Universidade de Havard, frisa Gioso, poucos profissionais se guiam por metas. Seja em qualquer área de atuação, apenas 5% das pessoas conseguem ter metas precisas em sua vida. “Esses já nascem com esse perfil e conseguem controlar suas emoções”, sublinha Gioso. Na medicina veterinária esse cenário não é diferente. “Todas as profissões tem suas idiossincrasias. O problema é que o veterinário talvez não veja muitas vezes a clinica como um negócio, ele vê como clinica apenas e por sua vez não vê o paciente como cliente”, destaca.

O problema, sublinha Gioso, talvez comece nas universidades. “As instituições deveriam começar a pensar em reestruturação de grade curricular. Além disso, há muitos professores que não entendem nada de marketing, empreendedorismo e é preciso mudar isso. A universidade precisa entender e se perguntar que tipo de profissional o mercado precisa”, afirma.

Casos e casos
Gioso conta sobre suas experiências como coach. “Conheci casos de pessoas que bateram em clientes. Essa pessoa, após o treinamento, começou a ter uma noção de porque ela faz isso”, lembra e continua: “outras pessoas querem desesperadamente vender a empresa, porque acham que o problema é a empresa e não ela própria”.

Atualmente é muito difícil separar vida pessoal e profissional, por isso, ao ter um treinamento mesmo que profissional, as pessoas acabam levando os aprendizados para seus lares. “O coach não vai mudar a pessoa, ela fará com que a pessoa entenda porque ela mesma age daquela forma e como ela pode se controlar e agir diferente. Isso acaba por modificar também a vida pessoal”, frisa Gioso.

Normalmente, as pessoas são muito resistentes a mudanças e acabam não tendo consciência do que elas representam no mundo. “Você sempre é algo para o mundo, para tua empresa, família, o ambiente onde vive. Porém, quando a pessoa não esta preparada para o coaching, ela achará isso tudo besteira”, afirma Gioso.

Ele conta ainda que não existe uma idade ideal para fazer o coaching, mas os que fazem geralmente tem entre 30 e 50 anos. “É o momento no qual todos começam a ter a consciência de que tem limitações na vida, que ela não pode tudo. Uma pessoa muito jovem, ainda não adquiriu essa percepção”, sublinha.

Contudo, se passar muito dos 50 anos, fazer coaching também não é bom, segundo Gioso. “É complicado treinar alguém depois dos 60 anos, por exemplo, pois ela já fez muita coisa na vida, tem uma opinião mais que formada e talvez tenha medo de descobrir os erros que cometeu durante a vida”, alerta.

Outro caso em que não se pode ter esse tipo de treinamento é quando há algum problema psíquico. “Existem pessoas com problemas psicológicos que não podem fazer coaching, algumas inclusive, só com a liberação do psiquiatra. Os bipolares, por exemplo, é complicado treinar, porque dependendo do coaching pode levar essa pessoa para algum dos dois extremos da bipolaridade, o que não é bom”, explica. Ele conta que isso acontece porque no primeiro momento o coaching irá desequilibrar a pessoa, fazer com que ela perceba os seus próprios erros. “É preciso controle nesse momento”.

Vocação
Apesar de parecer, não é fácil ser um coach. É preciso estudar muito e ter paciência. Gioso conta que começou a estudar sobre coaching depois de receber muitas perguntas como, por exemplo: “quanto devo cobrar por determinado tratamento?” e depois da resposta ele ouviu “se eu cobrar isso ninguém vai querer pagar!”.

A partir daí, Gioso começou a estudar por qual motivo uns cobram e as pessoas pagam e outros cobram e as pessoas não pagam. “É a questão da valorização e começou a surgir alguns pedidos de palestras sobre esse assunto”, lembra. Há 10 anos Gioso faz palestras sobre marketing e há 1 ano e meio sobre coaching. “Continuo ministrando cursos de odonto, mas me aprofundei na área de coaching, marketing, valorização do profissional”, frisa. Atualmente mais de 50 pessoas já fizeram treinamento com Gioso.

Durante 18 meses Gioso fez um curso com quem chamou de “um dos melhores coaches do Brasil”, Luis Fernando Garcia, autor de três livros sobre o assunto e que hoje tem um grupo dirigido de estudos. “Estudei muito, mas para ser coach não é necessário ser psicanalista e psicólogo, existem cursos para ser um. Hoje tenho quase 50 anos de idade e resolvi fazer isso depois de muito tempo. Isso significa que primeiro eu adquiri muita experiência e estudei muito comportamento como empresário”, conclui.

O que é coaching?

Coaching é um processo dinâmico, interativo que pode ser conduzido individualmente ou em grupo propiciando um ambiente de reflexão, construção, evolução e transformação a partir do autoconhecimento para a tomada de consciência de um estado atual, elaboração de metas inteligentes e congruentes com seus valores e motivações com o objetivo de se atingir um estado desejado.

Fonte: Definição do Instituto Brasileiro de Coaching

Agradecemos pelo artigo gentilmente cedido pelo Dr. Marco Antonio Gioso, e publicado originalmente na edição de outubro de 2011 da Revista cães&gatos.

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