BurnOut: Causas e Soluções, Parte 2

Por Katherine Dobbs

Burnout: A História Se Complica!

No último artigo, discutimos a primeira causa de BurnOut como descrito por Figley e Roop, que é conflito entre valores individuais e exigências e objetivos organizacionais. Como você pode se lembrar, uma das definições de BurnOut apresentadas naquele artigo era: o resultado de frutração, impotência e inabilidade de alcançar objetivos profissionais – Charles R. Figley.

Quando é que você experimenta essa frustração, impotência e inabilidade de alcançar objetivos profissionais de forma frequente? Quando você simplesmente tem coisas demais a fazer de tal maneira a não ter esperança de alcançar seus objetivos! Então faz muito sentido que a segunda causa de BurnOut seja simplesmente uma sobrecarga de responsabilidades.

Causa nº2: Uma sobrecarga de responsabilidades.

Falamos da última vez sobre o processo de entrevistas, e como determinar as exigências organizacionais aceitáveis para dizer sim a um cargo específico sendo oferecido. Como você pode se lembrar, conversamos sobre revisar a descrição de trabalho para o seu cargo potencial, e então perguntar um pouco mais para descobrir a verdade sobre o que devem exigir de você.

Essas perguntas incluíam informações sobre a rotatividade dos funcionários, projetos adicionais, projeção de horas-extras, e quão bem a equipe está preparada para a inesperada mas sempre presente falta de funcionários que parece acontecer com extraordinária frequência. Com alguma sorte as respostas para essas perguntas, e talvez até o modo como a pessoa as respondeu (elas engasgaram, tossiram e tropeçaram nas perguntas, mal conseguindo responder? Provavelmente um sinal não muito bom!) o ajudou a determinar o tipo de carga que você receberá. Mas independente disso, todos sabemos que problemas acontecem quando esperam não apenas que você vá Para o Alto e Além, mas quando  o seu emprego depende disso.

  • Falta de funcionários inesperada

Não sei de vocês, mas trabalhei em clínicas que com certeza todos os dias alguém estava de atestado. Se você tivesse sorte, apenas uma pessoa estaria doente! As clínicas são encorajadas a ter o mínimo de pessoa possível de prontidão para lidar com a carga. Se estiver movimentado, todo mundo se esforça mais; mas se estiver calmo, então pelo menos você não desperdiçou dinheiro em funcionários parados sem o que fazer enquanto não havia dinheiro entrando. Bem, em teoria isso funciona bem, quando todos na agenda aparecem. Parece-me que deveríamos planejar em precisar de uma pessoa extra todo dia para cobrir essa falta inesperada de funcionários, o que geralmente é impraticável. Então, quando a equipe diminui, todos lidam com uma sobrecarga de responsabilidades.

  • Pedidos de folga de funcionários

E há aquelas épocas em que funcionários pediram folga, para férias talvez (não são sortudos? Queria que fosse você?), e idealmente a agenda foi alterada para cobrir a pessoa ausente. Mas há épocas em que é impossível achar substituição, ou resultaria em despesas extras indesejadas ter alguém trabalhando mais dias na semana para cobrir o funcionário de férias. Então novamente, uma sobrecarga de responsabilidades é o resultado.

  • Projetos extras delegados ou oferecidos por você

Particularmente se você é um bom funcionário, confiável e capacitado, projetos extras serão confiados a você. Se você tiver sorte, você será questionado se pode assumir esse projeto. Dessa maneira, você tem a oportunidade de avaliar outras tarefas e projetos que você está equilibrando, para ver se dizer sim mais uma vez irá virar o barco. Se o projeto for simplesmente delegado a você, então infelizmente você poderia sentir ressentimento sobre ele, por já estar equilibrando uma carga pesada. Idealmente, seu supervisor, gerente ou chefe deveria estar atento à carga de trabalho de todos, mas na realidade você precisa ser seu próprio defensor e deixar claro quando estiver puxado demais. Para ajudar, é uma ótima idéia desenvolver um Diário de Projetos, que identifica o nome ou descrição do projeto, a data em que foi assumido, a pessoa que o delegou, a data-limite concordada em consenso, e então registro ou documentação de todo o tempo que você investiu para completar esse projeto. Desta maneira, você pode revisar ou mesmo mostrar esse registro para seu empregador para demonstrar a ele o que você está equilibrando. Há épocas que você precisará de ajuda deles para priorizar o projeto eles realmente querem que você se concentre no momento. Não assuma que o projeto assumido hoje deve ser completado após você terminar outros projetos, pois a probabilidade é do novo projeto ter máxima prioridade na opinião deles, e precisar ser feito imediatamente!

  • A necessidade de liderar na falta de gerenciamento

A outra parte de sobrecarga com tarefas e projetos é a parte das “responsabilidades”. Ser responsável poderia resultar em esperarem a liderança, delegação e finalização de tarefas não apenas para você mesmo, mas também para o grupo, particularmente quando membros da gerência ainda não estão envolvidos nisso. Em outras palavras, se você é um técnico “sênior”, no sentido de estar nessa posição há mais tempo do que a maioria ou todos os outros técnicos na clínica, você é visto como líder automaticamente. Eu sei, isso pode não ser novidade para você, mas você pode também compreender que será visto como responsável pela performance geral do grupo de técnicos como um todo. Sim, idealmente isso seria a responsabilidade de um supervisor, gerente ou administrador do hospital; no entanto, não conte com os donos da clínica, pois sinceramente, estão ocupados sendo médicos e gerando renda para a clínica, e mal podem lidar com as próprias responsabilidades nas horas disponíveis ao longo do dia.

  • A necessidade de mediar na falta de gerenciamento superior

A outra parte que acompanha ser um empregado sênior ou de longa data é a expectativa que você está em uma boa posição para mediar problemas dentro do seu grupo. Sei que você não sabia disso ainda, mas é verdade. O negócio é que, alguém tem que fazer, ou todos pagam o preço por uma equipe envolta em desarmonia e disfunção. É, na verdade, para o seu bem interferir e manter o ritmo, pois quem quer perder dias trabalhando nesse tipo de ambiente? Mas de fato, isso poderia facilmente resultar em uma sobrecarga de responsabilidades…não apenas tarefas ou deveres, mas ser o único responsável!

Então posso não ter dito nada que você não soubesse; afinal, você sabia que está sobrecarregado! O que você quer saber é, o que eu posso fazer em relação a isso? Bem, vai envolver avaliar a situação (quais dos componentes acima está levando à sua sobrecarga?) e então levar seus resultados a quem estiver no gerenciamento superior. Desta vez, provavelmente será o dono da clínica se não há outro gerenciamento na sua clínica; eles precisam ouvir! Se há níveis, leve a um nível acima, ou mais um se preciso, mas de qualquer maneira comunique a alguém! Não espere até ficar tão sobrecaregado que não consiga sequer ver a luz, e decida pedir demissão. É fácil sentir-se vítima nesta sobrecarga, mas até você aprender como lidar proativa e reativamente com problemas como sobrecarga de trabalho, você continuará em sobrecarga em empregos subsequentes.

Entretanto, ajuda bastante apresentar a gerentes ou proprietários soluções, ao invés de apenas reclamações. Na sua opinião, a delegação poderia ser distribuída diferente? Poderiam ser usados Diários de Projeto para garantir que todos estão fazendo sua parte? A agenda deveria ser revisada e ajustada se você realmente está sempre com falta de funcionários? Deveria um supervisor ser implementado para monitorar as cargas de trabalho desse grupo…e estaria você disposto a ser essa pessoa? O que não se deve fazer é sofrer em silêncio, até você sentir aquela gota d’água transbordar o copo!

A Srta. Dobbs gostaria de reconhecer o livro de Figley e Roop “Compassion Fatigue in the Animal-Care Community” (A Fadiga de Compaixão na Comunidade de Cuidados Animais, sem tradução para o português) por enumerar a lista de causas de BurnOut. O livro foi publicado pela Humane Society em 2006.

Traduzido e adaptado de My Exceptional Veterinary Team.

Clique aqui para a parte 1!

Clique aqui para a parte 3!

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