4 sinais de que há algo errado no seu negócio

Além da tradicional análise da saúde financeira da empresa, o relacionamento com cliente, funcionários e o sistema operacional também devem ser considerados.

Por Débora Álvares, de Exame.com

São Paulo – Dívidas, calotes, empréstimos, salários atrasados. Quando o assunto é problema nas empresas, a primeiro coisa que vem à cabeça têm relação com o lado financeiro. Porém, outros fatores podem guardar a solução para falhas que parecem fatais.

Segundo o professor Gestão Estratégica do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) David Kallás, há metodologias para avaliar o desempenho da empresa e isso sugere que você olhe várias dimensões do negócio. “Historicamente as empresas só olhavam para os resultados financeiros, mas na realidade ele é a mesma coisa que olhar no retrovisor”, destaca o especialista, em referência ao que provoca esses resultados ruins.

Para professor de Empreendedorismo e Inovação da Business School Evandro Paes dos Reis o primeiro passo é detectar em que setores há problemas e, então, traçar estratégias para solucioná-los. Segundo ele, a percepção de que as coisas nas pequenas empresas são mais difíceis é equivocada. “É muito mais fácil controlar pequenas e médias do que grandes corporações. Não há necessidade de ter 50 métricas de finanças ou 30 fatores de análise de recursos humanos”.

A construção de um painel simples com alguns indicadores a serem avaliados na empresa. “Tentar gerenciar sem ter dados é algo muito complexo, só no olho não adianta, por isso esse painel é uma referência bacana”, destaca David Kallás, professor do Insper. Os especialistas destacaram algumas métricas a se considerar no momento de avaliar a situação do negócio:

1. Financeiro

Apesar de existirem outros fatores, a análise financeira é crucial para saber se algo não está bem no negócio. Faça avaliações sobre a receita, os custos fixos e variáveis e os resultados. Como explica David Kallás, há duas formas de avaliar os resultados: sobre o lucro e a partir do caixa da empresa. “Às vezes, pode lucrar, mas há problemas no caixa, seja porque está com um estoque grande, vendendo muito a prazo e demorando a receber”, destaca.

2. Cliente

Na visão do professor do Insper, é ideal que o empreendedor tente medir a satisfação dos clientes em relação aos produtos ou serviços prestados. “Pode ser com um questionário, ligações ou conversas”, afirma. O importante é construir dados qualitativos, não importa o meio utilizado pra isso, que permitam saber a opinião e mudar, se for preciso. “Ao invés de perguntar se o cliente esté satisfeito, o melhor é questionar sobre a recomendação do serviço”, pondera Kallás. E garante: um serviço recomendado é o sinal mais eficaz de um bom relacionamento com o cliente.

Canal de relacionamento muito dinâmico, a internet pode ser um oásis ou um inferno para qualquer empresa. Por isso, a dica do professor Evandro dos Reis é ficar em alerta para reclamações na rede que, segundo ele, exigem um acompanhamento mais próximo.

3. Pessoas

É essencial ter um quadro de funcionários bem composto e observar sempre o clima entre eles. “É importante ter a real noção do relacionamento entre seus colaboradores, se é tenso ou positivo e como é entre chefes e subordinados”. Além disso, destaca Kallás, é bom estar atento ao fato de haver alguém sobrecarregado e cuidar para sempre haver uma boa divisão de tarefas.

Evandro dos Reis relaciona alguns outros aspectos que podem identificar um problema entre os funcionários. “Se há dificuldade de contratar, muita gente saindo ou fofocas e intrigas, é porque há algo errado”, avalia. Além disso, reuniões longas e inconclusivas também são um mau sinal.

Ele destaca, ainda, que 90% dos problemas com pessoal estão relacionados ao estilo gerencial, mas também podem estar atrelados a salário e ambiente corporativo.

4. Operação e tecnologia

Outro ponto que pode indicar falhas na empresa são problemas operacionais como o não cumprimento dos prazos de entrega, ausência de produtos no estoque, processos mal executados e produtos com falhas. Além disso, é indicado observar se os sistemas implantados no negócio suprem a necessidade da empresa. Ficar em falta com o cliente é um péssimo sinal.

Retirado de Exame.com.

De acordo com o Sebrae, no Brasil cerca de 27% das Médias e Pequenas Empresas decretam falência antes de completar os 2 primeiros anos de existência, em grande parte pelos motivos acima descritos, e embora tenhamos certas particularidades no mercado pet, os princípios gerais de gestão continuam os mesmos na prestação de qualquer serviço.

Sucesso!

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