Estudo Pet Brasil 2013

Da Revista Cães e Gatos

Em setembro a GS&MD – Gouvêa de Souza promoveu o Fórum Pet Brasil 2013, na Capital Paulista e apresentou o inédito Estudo Pet Brasil 2013, que menciona o tamanho do mercado pet por setor, citando o faturamento de 27 categorias de produtos e serviços, cruzadas por tipos de lojas, perfil dos donos de cães e gatos, regiões, além dos hábitos e atitudes de consumo dos donos dos pets. Para a terceira edição, a GS&MD entrevistou 2.730 proprietários de cães e gatos em todo o Brasil. O Estudo e Fórum Pet Brasil 2013 é cogerido pela Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Nestlé Purina e Total Alimentos.

O estudo na integra pode ser acessado neste link: Estudo Pet Brasil 2013 GSMD Gouvea (PDF).

Retirado do site da Revista Cães e Gatos.

Animal Marketing

Marketing para o Veterinário Autônomo

Por Shand Lenim

Sempre que falamos de gestão e marketing, o clínico de pequenos animais autônomo é posto de lado. Não é difícil encontrar recursos para clínicas, hospitais, pet shops e demais estabelecimentos – mas e quanto ao profissional independente, que frequentemente atende exclusivamente a domicílio e não possui equipe? Há grande carência de informações, e a estrada é longa e árdua até o profissional se sentir seguro para lidar com a clientela.

Na melhor das hipóteses, o médico veterinário aprimora sua técnica e permite-se lamuriar diariamente o azar que enfrenta ao lidar com clientes que não apreciam o seu ofício. Esquece que está sujeito às mesmas regras de percepção que um cliente aplica à uma clínica: ele se importa com a técnica na mesma proporção do atendimento e do visual oferecido pelo médico veterinário. Se ele não enxerga valor nem diferencial, não vai aceitar preços semelhantes ao de uma clínica.

O médico veterinário nesse momento também se esquece de qualquer posicionamento de mercado, querendo atender a todos ao invés de especificar um público e explorar gostos e preferências de seu nicho de escolha.

“Mas vou perder dinheiro se escolher meus clientes!”

E é por isso, senhoras e senhores, que temos tantos veterinários mendigos no mercado.

O médico veterinário independente pode facilmente se sentir uma banda de um homem só.

1. ESCOLHENDO UM NICHO

Seus clientes possuem necessidades diferentes, e perfis demográficos, psicográficos e outros “áficos” igualmente distintos. Contudo, podemos encaixar os clientes em grupos com expectativas e necessidades semelhantes. Expectativa não é “ter alguém a domicílio”, e necessidade também não é “cuidar da saúde do animal”. Tudo isso é subentendido pelo cliente do médico veterinário independente.

Se você fosse um cliente com x nível educacional, y de renda e com um padrão de consumo z, o que você esperaria do serviço de um veterinário autônomo? Portanto, trace um perfil dos diferentes públicos que você já atende, escolha os nichos que você prefere e descubra gostos e preferências deles, como “qual a minha aparência”, “como deve ser meu atendimento”, “o que devo oferecer como meios de pagamento”. Foque em nichos semelhantes, limítrofes – não tente agradar a periferia e o cliente de zona nobre: nenhum deles dará o devido valor ao serviço ao encarar você como um “prestador de serviços veterinários gerais”.

É tentando atender a gregos e troianos que o médico veterinário perde dinheiro, por manter uma superficialidade em todos os seus atendimentos, e raramente uma especificidade a um tipo de público.

Em uma analogia científica, o antibiótico de amplo espectro funciona pouco em uma bactéria de alta especificidade.

2. EMPATIA COM O CLIENTE É NECESSÁRIA

E quando nós, como médicos, somos usados como último recurso para a saúde do animal? E quando o cliente só quer que o problema dele seja resolvido, preferivelmente pelo menor preço?

O cliente, completamente leigo, compartilha da nossa necessidade instintiva de ter um animal de companhia, mas pode não ter a menor idéia de bem-estar animal, ou ter apenas uma noção rudimentar. E para piorar, há os extremos: pode pensar que sabe bem mais do que o médico, ou não estar nem aí porque “bicho é bicho”.

Eis aí a questão da empatia com o cliente. Julgar o cliente não faz parte do jogo. Ser julgado pelo cliente faz parte do jogo, e isso sim acontece o tempo inteiro. Não significa que devamos abaixar a cabeça, mas sim que o tratamento ao cliente deve ser sempre neutro e altamente profissional.

É no momento de desespero do cliente que devemos oferecer compreensão, e mais importante, educação, que fidelizam o cliente. Mas é claro, clientes comprovadamente negligentes, caloteiros ou folgados merecem um capítulo à parte e possuem um perfil independente de nível econômico ou sociocultural.

3. BANDA DE UM HOMEM SÓ

O clínico autônomo é o seu próprio cartão de visitas; a maneira como ele se porta, como trata outras pessoas, como se veste, o que dirige, tudo é analisado pelo cliente, dentro e fora do seu horário de serviço. Isso significa que o cliente não sabe distinguir indivíduo de profissional.

Assim, um médico veterinário independente equivale a uma empresa, e em essência é: ele precisa demonstrar acessibilidade, preço, competência e visual. É fácil se sentir uma banda de um homem só diante de tantas responsabilidades.

A empresa de óticas holandesa Oogmerk ilustrou de maneira divertida a diferença que um mero acessório pode fazer.

Entende-se por acessibilidade a facilidade de entrar em contato com o profissional, e a frequência com que o próprio profissional busca contato com seus clientes. Você tem site? Ele atende ao seu nicho? Seus contatos são facilmente acessíveis no Google? Você atende seu telefone? Como e quando você atende seu telefone? Tudo isso deve estar de acordo com o seu nicho.

O preço é um posicionamento de mercado diretamente dependente da sua clientela. Se você atende proprietários de renda elevada, e todo o seu serviço é voltado para essa classe, naturalmente você pode cobrar mais caro. Se você atende proprietários de menor renda, você cobrará um preço acessível e que valorize o seu serviço – não dispute clientes por preço jamais, por ser uma batalha onde todos saem perdendo: você, seu concorrente, a classe e principalmente seu cliente e paciente.

A competência é sempre valorizada e admirada, mas dificilmente é o parâmetro de escolha do cliente, que subentende a capacidade técnica e não tem meios de diferenciar profissionais experientes de inexperientes. Por isso, não pense que você será escolhido apenas pelos seus títulos, ou que o cliente tolerará um mau atendimento por causa deles. Para cada treinamento de nível técnico que você fizer, outro deve ser feito para a venda do seu serviço.

O visual também depende diretamente do seu público, mas há um “mínimo denominador comum”: barba por fazer, roupa amassada, cabelo desgrenhado, mau hálito, odores fortes, unhas, tudo isso, embora óbvio, deve fazer parte de uma lista a ser conferida antes de qualquer visita. Uma imagem pessoal que transmite desleixo não inspira confiança em ninguém. Outros exemplos: roupas amarrotadas, sem corte e/ou ferindo o contexto profissional; higiene pessoal deficiente ou exagerada (maquiagem pesada demais, perfume forte; cabelos compridos oleosos/soltos/desgrenhados; unhas descascando ou sujas); calçados e jalecos sujos. Tatuagens, piercings e bodymods são assunto delicado em alguns nichos, outros realmente não se importam ou até se identificam.

Ainda sobre desleixo, o mesmo se diz do automóvel de um profissional autônomo, que de muitas formas o representa. Profissionalmente, o que importa não é tanto o modelo ou cor, mas o asseio  e características de personalização. Um automóvel sujo, com papéis jogados no banco de trás, e com pedaços batidos ou quebrados inspiraria a sua confiança no profissional dono dele? E que tal um automóvel com som alto, excesso de adesivos ou adereços e suspensão rebaixada? Com certeza há um nicho para veterinários desse tipo, mas que provavelmente não trará grande  retorno pessoal ou financeiro.

4. BUSQUE O DIFERENCIAL NO ATENDIMENTO

O que você pode oferecer para a sua clientela que outros não oferecem? Talvez você seja mais atencioso; talvez  lembre-se de datas especiais de clientes e pacientes; talvez seja mais carinhoso com os pacientes. Talvez seja rápido e seco, talvez seja mais devagar e se prolongue em conversas com o proprietário, não importa: busque adaptar seu atendimento ao seu nicho, procure saber o que seus clientes preferem e antecipe-se.

5. FIM?

É frequente encontrar autônomos que reclamam que “não está fácil para ninguém”. Mas será que esses profissionais realmente estudam o cliente da mesma forma que estudam o paciente? Muito da qualidade de vida de um médico veterinário pode ser resolvido ao buscarmos conhecer melhor clientes antigos, inovar no atendimento e oferecer o máximo de profissionalismo possível.

Claro que devemos manter limites, e não devemos submeter todos os aspectos de nosso atendimento à mercê do cliente. Mas ao investirmos ao menos um pouco para conhecê-lo, certamente nosso futuro profissional pode dar um grande salto para melhor.

Shand Lenim é médico veterinário, CRMV DF 2715, e diretor do blog Animal Marketing.

Convertendo Veterinários para Mídias Sociais

Por Mike Pownall

Estamos em uma encruzilhada na medicina veterinária: ou nos adaptamos às tecnologias da nova ordem econômica ou perecemos em uma morte lenta e gradual, sem ninguém a culpar a não ser nós mesmos. Essa dura realidade torna-se evidente quando confrontada com os calcanhares cravados no chão, cabeça acenando negativamente e o olhar reprovador do veterinário mais velho que não quer aprender sobre mídias sociais. Vejo a frustração de veterinários mais novos quando dou palestras que sublinham os benefícios do marketing online para clínicas veterinárias. Os veterinários mais novos começam acenando positivamente a cabeça, ansiosos para criar uma Página da clínica no Facebook, e então se lembram do dono da clínica e seus ombros caem. Eles sabem que o proprietário e veterinários antigos não querem nada com mídias sociais. Como eles irão convencer seus relutantes líderes que o marketing digital é tão essencial como o estetoscópio para a clínica? Um ausculta o coração do paciente, e o outro garante a viabilidade da clínica veterinária.

A resposta mais fácil seria dizer a eles que o mundo é um lugar diferente: aceite-o, abrace-o ou pereça. Você poderia também dizer a eles que o futuro terá ainda mais dessas plataformas de comunicação em constante mutação. Essas táticas de amedrontamento podem funcionar em alguns, mas não são suficientes para convencer a grande maioria daqueles resistentes aos nossos argumentos. Em minha experiência, há três táticas que descobri serem de grande sucesso ao trabalhar com veterinários teimosos e sua resistência a mídias sociais.

Prove que funciona

Veterinários são pessoas cautelosas em geral, e dificilmente os primeiros a entrar em uma situação desconhecida, mas quando sabem que o sucesso é provável e que há pouco a arriscar, eles podem ser os maiores defensores daquele novo procedimento ou terapia. Isso funciona o tempo inteiro com novas habilidades que aprendemos em congressos e seminários. A princípio usamos de vez em quando, até um cliente voltar empolgado sobre como ajudou seu cavalo. Da próxima vez que nos confrontamos com um problema similar você pode ter certeza que a nova técnica ou terapia será uma das primeiras coisas em que pensar.

Eis aqui alguns sucessos que tivemos com mídias sociais e que você pode compatilhar com os céticos em sua clínica. Previamente a 2010, o lucro de nossas clínicas estava estagnado ou decaindo devido à recessão. Desde então, apesar de nossa recessão ter continuado, aumentamos o lucro nas clínicas que adotaram mídias sociais. Em 2010 possuíamos cinco clínicas equinas, e exibimos três proeminentemente por Facebook, Twitter e Youtube. Essas clínicas cresceram. As outras duas tiveram lucro estagnado ou decrescente naquele ano. Em 2011, precisamos fechar uma das clínicas estagnadas por um motivo sem relação, enquanto as três que estavam em mídias sociais novamente tiveram crescimento no lucro. A clínica não-social ainda estava estagnada. Adivinhem? Começamos uma campanha de mídias sociais para aquela clínica em dezembro de 2011.

Sou parte de um grupo de benchmarking equino que compara de forma anônima dados fundamentais entre clínicas. A clínica McKee-Pownall teve significativamente mais clientes do que o resto das clínicas de benchmarking em 2011. Em Ontario, a clínica de pequenos animais viu em média uma diminuição de 10% em novos clientes ano passado, e embora eu não tenha dados para empresas veterinárias de equinos, não acho ser exagerado pensar que elas tiveram diminuições similares, se não maiores. A única coisa que estamos fazendo de modo diferente de dois anos atrás é o acréscimo de mídias sociais.

Em Junho de 2011, rastreamos quantas pessoas ligaram para nossas quatro clínicas de equinos. O número total ficou em cerca de três mil ligações. Compare isso com o número de pessoas que entrou em nossa página ou viu um de nossos posts no facebook – 36.000!!! Isso não leva em conta as visualizações em nosso canal de YouTube ou interações no Twitter. Pelo menos outras 4.000 se contarmos apenas essas duas plataformas. O que isso nos diz é que mais pessoas estão conhecendo sua clínica, muito mais do que com interações pessoais cara-a-cara. A mídia social trabalha de forma a aumentar vendas e atrair novos clientes. É simples assim.

Torne as coisas fáceis para eles

Como a maioria das pessoas, veterinários não gostam de fazer coisas que vão fazer eles parecerem burros. Para aqueles de fora, mídias sociais podem parecer com aquela festa acontecendo que eles não foram convidados. Todas as pessoas bacanas estão lá, fazendo as coisas bacanas que só pessoas bacanas fazem. Quem quer entrar em uma festa sem convite? Se continuarmos com essa analogia, se estou do lado de fora olhando para dentro, adoraria ser convidado para essa festa com alguém que conheça todo mundo lá, que possa apresentar pessoas, e me dizer o que e quem preciso conhecer. No mundo das mídias sociais, talvez você possa se oferecer para ensinar o veterinário cético sobre Facebook ou Youtube. Se você ensiná-los o básico, deixa de ser intimidador. Eles podem até descobrir que na festa de mídias sociais há pessoas que eles podem conhecer e querer interagir. Antes de perceber você já os converteu.

Envolva suas emoções

As pessoas gostam de ser apreciadas. Elogios podem abrir muitas portas. As pessoas também possuem um espírito competitivo, e veterinários não são exceção. Parte da razão de terem tirado 10 para entrar na faculdade de veterinária foi o desejo de obter melhores notas do que outros estudantes. Se a sua clínica possui uma página no Facebook e alguém põe um elogio sobre a clínica, mostre isso para o cético. Se eles verem que mídias sociais oferecem a oportunidade de ser apreciado, então a resistência diminuirá. Para atiçar o espírito competitivo, mostre a eles a página de Facebook ou canal de Youtube de uma clínica concorrente. Isso será particularmente eficiente se ela tiver mais fãs do que a sua clínica no Facebook. Se estocar os fluidos competitivos for necessário para envolvê-los, faça-o.

Interações online tornaram-se onipresentes. As pessoas buscam recomendações sobre produtos e serviços na rede. Em outras palavras, seus clientes atuais e futuros estão online procurando soluções. A voz da sua clínica veterinária deveria ser parte da conversa. Se você não está lá, pode ter certeza que outros estão. O que isso significa para a pessoa procurando um novo veterinário ou buscando extravasar após uma experiência ruim com sua empresa? A mídia social é a forma óbvia de fazer parte desse diálogo. Ao mostrar para o(s) negativista(s) da sua clínica que funciona, é fácil fazer, e que outros lá estão tendo sucesso em cima da sua clínica, eles ficarão mais dispostos a mergulhar na piscina da mídia social.

Qual o seu sucesso ao converter um negativista a um defensor de mídias sociais? Compartilhe suas experiências nos comentários ou em nossa página do Facebook.

Traduzido e adaptado de Equine Vet Business.

Nosso diretor Shand Lenim elaborou a palestra abaixo sobre o uso de Redes Sociais por Médicos Veterinários – você já viu?

Sucesso!

Animal Marketing

Derrube as Barreiras que Impedem Clientes de Passarem da Porta

Por Bill Kearley, MyEVT

O declínio em visitas médias anuais de clientes nos últimos 10 anos é de grande preocupação para tanto clínicas individuais como para a profissão veterinária como um todo.

É fácil culpar a má economia e aumento de competição. Mas na verdade, o hospital veterinário no fim da rua, a loja grande vendendo medicamentos veterinários, e as clínicas locais sem fins lucrativos cobrando taxas mais baixas não são nossas piores barreiras. Mais do que isso, os piores desafios competitivos que enfrentamos hoje são proprietários de animais que preferem esperar e não entram em contato conosco para ajuda e aconselhamento.

Primeiro, precisamos identificar as barreiras que mantêm nossos próprios clientes, bem como clientes em potencial, de passarem pela porta. Qualquer coisa que faça com que o cliente hesite em marcar uma consulta aumenta as chances que nunca o veremos novamente, resultando em uma oportunidade perdida de oferecer serviços, vender produtos, criar relações duradouras com o cliente, e crescer nossa clínica. Precisamos quebrar estas barreiras de consultas. Aqui estão cinco estratégias comprovadas que não podem ser subestimadas. Elas podem ser personalizadas para a sua própria clínica e se tornar parte importante das conversas durante reuniões e treinamentos de equipe.

1. Permita que Clientes Potenciais Saibam Quem Você É

Tradicionalmente, fazemos contato inicial com clientes potenciais através das Páginas Amarelas, mas atualmente a maioria dos clientes usa a internet para buscar um novo serviço. Mesmo se clientes potenciais tiverem ouvido de você, eles podem querer saber mais da sua clínica antes de ligar. Eles provavelmente irão ao seu website para maiores informações, e como resultado, a habilidade do seu website de estabelecer confiança e sintonia é uma força motriz crucial para o comprometimento do cliente.

Para ser eficiente, seu website deve ser atraente, centrado no cliente, interativo, fácil de usar e divertido. Não se trata tanto do que você faz que trará clientes, pois eles querem saber quem você é. Ao escolher um veterinário, proprietários de animais estão frequentemente procurando respostas para estas perguntas:

  • Quais são os principais valores da sua clínica?
  • Quão dedicado você é ao responder perguntas de clientes e oferecer informações confiáveis de saúde?
  • Como você demonstra cuidado atencioso aos seus pacientes?

Esteja certo de que as respostas são visíveis quando clientes em potencial visitam seu website. Frequentemente, tal informação pode ser traduzida por imagens.

Torne a sua mensagem pessoal, usando um estilo mais informal ao explicar seus serviços e produtos para clientes e seus animais. Faça com que os clientes relaxem. Use linguagem que transmita confiança, como “nossa equipe está sempre presente para ajudar”. Ao descobrirem sua clínica, proprietários encontraram o melhor local para atenderem à todas as necessidades de saúde de seus animais.

2. Torne Fácil Agendar uma Consulta

Ao agendar uma consulta pelo telefone, o foco da conversa deve estar centrado nas preocupações e perguntas do cliente. Tome o tempo necessário para desenvolver habilmente uma sintonia com clientes, e ouça com compreensão. Isso os permitirá saber que ligaram para o lugar certo para atenderem às necessidades de seus animais.

Proprietários frequentemente ligam para certificarem-se que os sintomas de seus animais não são preocupantes, com a esperança que não é necessária uma consulta. Contudo, por ser impossível diagnosticar doenças pelo telefone e precisarmos ter em mente o melhor para a saúde dos animais, é importante que não deixemos uma ligação substituir uma consulta. Recepcionistas que dedicam tempo a ouvir as descrições da condição de um animal, e que expressam preocupação genuína em nome da clínica possuem maior proabilidade de agendar uma consulta. “Embora isso não pareça um problema sério para a Cindy hoje, a única maneira de sabermos é através de exames clínicos, para termos certeza que não há nada mais sério. Fico feliz de poder ajudar você a marcar uma consulta”.

3. Mantenha sua Clínica Visível

Algumas clínicas acham útil oferecer um serviço de agendamento online para horários fora do expediente. Módulos de agendamento estão disponíveis na maioria dos programas de gerenciamento para clínicas veterinárias, e pedidos por e-mail podem ser atendidos na primeira hora de funcionamento no dia seguinte. Ao se usar ambas plataformas de agendamento, clientes devem ser encorajados a marcar a consulta, ao invés de esperar ou procurar outras opções.

Muitos proprietários tencionam marcar uma consulta, mas não chegam a ligar. Aumente a probabilidade de atitude desses clientes mantendo a sua clínica e seus serviços frescos na mente deles. Ao menos uma vez por mês, todo cliente deveria receber alguma forma de comunicação da sua equipe que elevará os serviços da sua clínica a um nível de consciência “top of the mind”.

Não queremos que nossos clientes se sintam saturados com informação, então é melhor aproveitar a variedade de estratégias de “toque ao cliente”. As opções incluem mala-direta, ligações telefônicas de follow up, cartas-lembretes, posts no Facebook, e-mails (com consentimento do cliente) e anúncios na mídia.

Nosso objetivo é servir clientes oferecendo informações importantes para cuidado adequado aos animais, e não simplesmente “vender” algo. Para o impacto desejado, todos os contatos devem ser curtos, simples, diretos e expressando preocupação.

4. Ofereça Opções de Pagamento

A hesitação de um cliente para agendar uma consulta pode estar relacionada com a sua inabilidade atual de pagar pela consulta e o custo antecipado de serviços médicos necessários.

Uma maneira de superar essa barreira é oferecer opções de pagamento. A maior parte das clínicas aceita os principais cartões de crédito bem como cartões específicos para hospitais que oferecem um período determinado livre de taxas. É também possível ter em seu banco uma conta de débito automático que deduzirá pagamentos da conta, cartão de crédito ou poupança. “Pagamento na hora” é sempre preferível, mas saber que há outras opções e que a equipe se dispõe a oferecê-las ajuda clientes a acabarem com a relutância de buscar ajuda para seus animais. Qualquer plano de pagamento precisa ser bem estabelecido, e o acompanhamento com responsabilidade pela implementação deve ser delegado a membros específicos da equipe.

5. Consulte Clientes para Identificar Barreiras na Consulta

Informação obtida ao questionar clientes sobre suas experiências durante as consultas é fundamental para refinar e aperfeiçoar a entrega do seu serviço. Questionários aplicados a clientes imediatamente após uma consulta, bem como aquelas sob medida para ex-clientes, podem identificar forças e áreas para melhorias. Questionários podem ser dados a clientes via e-mail, correio ou telefone. O timing é importante, uma vez que o feedback será mais valioso e confiável se for adquirido logo após a experiência da consulta do cliente. Para rastrear as respostas dos clientes ao longo do tempo, utilize uma escala numérica de avaliação.

O seu questionário pode incluir perguntas como, “como você definiria a sua experiência ao marcar uma consulta aqui no City Animal Hospital?” ou “a recepcionista foi educada e prestativa quando você marcou a consulta?”. Como o tempo de espera de um cliente é sempre um importante indicador de serviço, você pode perguntar “nossos serviços foram prestados de forma ágil e pontual na sua última visita?”. Sempre ofereça oportunidade para os clientes escreverem comentários em cada pergunta. Se eles investirem tempo em sugestões, certifique-se de dedicar tempo a ouvir. Você ficará surpreso com o que aprenderá!

Quando usamos estas cinco estratégias para derrubar barreiras que afastam os clientes, oportunidades para servir clientes e pacientes aumentarão, e sua clínica estará melhor posicionada para flutuações econômicas sazonais. Estabeleça a sua clínica como o destino definitivo para cuidados veterinários!

Traduzido e adaptado de My Exceptional Veterinary Team.

E as suas barreiras quais são? Compartilhe!

Animal Marketing

Impulsione negócios na sua clínica usando letreiros

Boost business in your veterinary practice by using signage
Um estudo recente descobriu que compradores tomam decisões importantes baseados em pistas visuais.

Se a porta da sua clínica veterinária simplesmente não balança como antigamente, pode estar na hora de investir em letreiros de qualidade. Uma análise de pesquisa de mercado da Universidade de Cincinnati envolvendo mais de 100 mil lares norte-americanos descobriu que compradores são atraídos a empresas e fazem deduções de qualidade importantes a partir de letreiros.
Na verdade, quando consumidores foram questionados a graduarem a utilidade percebida de várias mídias, apenas a televisão estava acima dos letreiros como a fonte mais útil de informações sobre novos produtos.

Ponto do Cão Clínica e Pet Shop, em Porto Alegre, RS

De acordo com o pesquisador James J. Kellaris, “embora a televisão tenha sido avaliada como a fonte de informações sobre novos produtos mais útil, a sinalização interna (como aquelas no ponto de venda, como sinalização no final de corredores ou em caixas) empatou com anúncios em revistas como a segunda fonte mais útil. E sinalização externa ficou em terceiro, seguida por anúncios no rádio, internet, e finalmente, jornais.”

Ele acrescentou, “portanto, o que descobrimos é que sinalização, uma forma básica de tecnologia e comunicação que surgiu na antiguidade, funciona até hoje mesmo na atual era da Internet.”

A pesquisa também explorou um problema importante de acuidade visual: dirigir nas proximidades e não conseguir encontrar uma empresa por seu letreiro ser pequeno demais ou confuso. Cerca de 50 por cento de consumidores estadunidenses relata que isso aconteceu a eles. Embora o problema seja universal entre sexos e regiões, ele varia entre grupos de idade. Surpreendentemente, este não é um fenõmendo de “cidadãos idosos”, uma vez que grupos jovens e idosos relataram maiores falhas de comunicação de letreiros do que grupos intermediários (35 a 49 e 50 a 64 anos).

Traduzido e adaptado de DVM 360 e do site da Universidade do Cincinnati.

Seja visível para o seu cliente! Não subestime o valor de um bom letreiro.

Ótima semana!

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