Pet Rio Vet & 11ª Conferência Sul-americana de Med. Veterinária

A Pet Rio Vet estréia no circuito de eventos do Mercado Pet no Brasil e acontecerá de 08 a 10 de agosto de 2012 no Rio de Janeiro, no Centro de Convenções SulAmérica. Se você quer conhecer produtos novos (e até mesmo serviços) para a sua clínica, petshop ou banho e tosa, será um ótimo lugar para fazer contatos e atualizar-se com os últimos lançamentos do mercado pet.

Em paralelo com a feira Pet Rio Vet, acontecerá a 11ª Conferência Sul-americana de Medicina Veterinária, organizada pela LK Eventos.

Das diversas especialidades abordadas no Congresso, uma delas é a gestão e marketing dentro da Clínica de Pequenos Animais:

Quarta 08/08

Sala 5
08:00 – 12:00 – Mini-curso de marketing – Steve Kornfeld – USA
14:00 – Afinal, sou empresário ou médico veterinário? – Marco Gioso – SP
14:55 – Sistematizando sua empresa – Marco Gioso – SP
16:15 – Finanças pessoais – Eduardo Achoa – SP
17:10 – Arquitetura do ponto de vista do cliente – Suelena Morais – MG

Sala 3
16:15 – 19:05 – Seminário de Lojistas – Coord. Sergio Lobato – RJ

Quinta 09/08

Sala 5
08:00 – 12:00 – Workshop de Sistematização da Clínica – Steve Kornfeld – USA

Sala 3
16:15 – 19:05 – Seminário de Lojistas – Coord. Sergio Lobato – RJ

Sexta 10/08

Sala 5
11:10 – Quanto cobrar pelos seus serviços, como melhorar os seus números numa clínica de pequenos animais com só um veterinário, dar desconto ou não, como valorizar os seus serviços – Joe Arruda Barbosa – USA

Sala 3
16:15 – 19:05 – Seminário de Lojistas – Coord. Sergio Lobato – RJ

Confira mais informações da 11ª Conferência Sul-americana de Medicina Veterinária e do Seminário de Lojistas aqui.

Animal Marketing

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4 sinais de que há algo errado no seu negócio

Além da tradicional análise da saúde financeira da empresa, o relacionamento com cliente, funcionários e o sistema operacional também devem ser considerados.

Por Débora Álvares, de Exame.com

São Paulo – Dívidas, calotes, empréstimos, salários atrasados. Quando o assunto é problema nas empresas, a primeiro coisa que vem à cabeça têm relação com o lado financeiro. Porém, outros fatores podem guardar a solução para falhas que parecem fatais.

Segundo o professor Gestão Estratégica do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) David Kallás, há metodologias para avaliar o desempenho da empresa e isso sugere que você olhe várias dimensões do negócio. “Historicamente as empresas só olhavam para os resultados financeiros, mas na realidade ele é a mesma coisa que olhar no retrovisor”, destaca o especialista, em referência ao que provoca esses resultados ruins.

Para professor de Empreendedorismo e Inovação da Business School Evandro Paes dos Reis o primeiro passo é detectar em que setores há problemas e, então, traçar estratégias para solucioná-los. Segundo ele, a percepção de que as coisas nas pequenas empresas são mais difíceis é equivocada. “É muito mais fácil controlar pequenas e médias do que grandes corporações. Não há necessidade de ter 50 métricas de finanças ou 30 fatores de análise de recursos humanos”.

A construção de um painel simples com alguns indicadores a serem avaliados na empresa. “Tentar gerenciar sem ter dados é algo muito complexo, só no olho não adianta, por isso esse painel é uma referência bacana”, destaca David Kallás, professor do Insper. Os especialistas destacaram algumas métricas a se considerar no momento de avaliar a situação do negócio:

1. Financeiro

Apesar de existirem outros fatores, a análise financeira é crucial para saber se algo não está bem no negócio. Faça avaliações sobre a receita, os custos fixos e variáveis e os resultados. Como explica David Kallás, há duas formas de avaliar os resultados: sobre o lucro e a partir do caixa da empresa. “Às vezes, pode lucrar, mas há problemas no caixa, seja porque está com um estoque grande, vendendo muito a prazo e demorando a receber”, destaca.

2. Cliente

Na visão do professor do Insper, é ideal que o empreendedor tente medir a satisfação dos clientes em relação aos produtos ou serviços prestados. “Pode ser com um questionário, ligações ou conversas”, afirma. O importante é construir dados qualitativos, não importa o meio utilizado pra isso, que permitam saber a opinião e mudar, se for preciso. “Ao invés de perguntar se o cliente esté satisfeito, o melhor é questionar sobre a recomendação do serviço”, pondera Kallás. E garante: um serviço recomendado é o sinal mais eficaz de um bom relacionamento com o cliente.

Canal de relacionamento muito dinâmico, a internet pode ser um oásis ou um inferno para qualquer empresa. Por isso, a dica do professor Evandro dos Reis é ficar em alerta para reclamações na rede que, segundo ele, exigem um acompanhamento mais próximo.

3. Pessoas

É essencial ter um quadro de funcionários bem composto e observar sempre o clima entre eles. “É importante ter a real noção do relacionamento entre seus colaboradores, se é tenso ou positivo e como é entre chefes e subordinados”. Além disso, destaca Kallás, é bom estar atento ao fato de haver alguém sobrecarregado e cuidar para sempre haver uma boa divisão de tarefas.

Evandro dos Reis relaciona alguns outros aspectos que podem identificar um problema entre os funcionários. “Se há dificuldade de contratar, muita gente saindo ou fofocas e intrigas, é porque há algo errado”, avalia. Além disso, reuniões longas e inconclusivas também são um mau sinal.

Ele destaca, ainda, que 90% dos problemas com pessoal estão relacionados ao estilo gerencial, mas também podem estar atrelados a salário e ambiente corporativo.

4. Operação e tecnologia

Outro ponto que pode indicar falhas na empresa são problemas operacionais como o não cumprimento dos prazos de entrega, ausência de produtos no estoque, processos mal executados e produtos com falhas. Além disso, é indicado observar se os sistemas implantados no negócio suprem a necessidade da empresa. Ficar em falta com o cliente é um péssimo sinal.

Retirado de Exame.com.

De acordo com o Sebrae, no Brasil cerca de 27% das Médias e Pequenas Empresas decretam falência antes de completar os 2 primeiros anos de existência, em grande parte pelos motivos acima descritos, e embora tenhamos certas particularidades no mercado pet, os princípios gerais de gestão continuam os mesmos na prestação de qualquer serviço.

Sucesso!

Animal Marketing

Anclivepa DF promove palestras de gestão e marketing

A Anclivepa DF, em parceria com o SEBRAE DF, está promovendo ao longo de 2012 uma séria de palestras direcionadas às áreas de gestão e marketing dentro da Medicina Veterinária.

São elas:

05-09 de maio: Formação de preços em serviços
15 de junho: Marketing pessoal
28 de junho a 1º de julho: Gestão de estoque modelo
07 de agosto: Planejamento empresarial
03 e 06 de setembro: Administração hospitalar
23 de outubro: Planejamento financeiro

A Anclivepa convida os associados não apenas para assistirem as palestras, mas a ingressarem nos programas do SEBRAE e se beneficiarem com as consultorias nas mais diversas áreas, como administrativa, financeira, contábil, marketing e muitas outras.
Maiores informações podem ser obtidas no SEBRAE DF, com Érica pelo telefone (61)3362-1753.

Participe da programação, associe-se!

Animal Marketing

Curso de Contabilidade de Custos e Gerenciamento Financeiro no Mercado Pet

Dias 17 e 18 de março de 2012 com o Dr. Marcus Paulo Pinto!

Tópicos abordados:

– Conceitos e Princípios Relevantes
– Demonstrações Contábeis
– Tributos
– Enquadramento Tributário
– Folha de Pagamento
– Custo de Mão de Obra
– Custos Diretos e Indiretos
– Departamentalização
– Custos Fixos e Variáveis
– Fluxo de Caixa
– Análise Vertical e Horizontal
– Ponto de Equilíbrio e Margem de Segurança Financeira
– Formação de Preço Ideal
– Orçamento e Desvios
– Controle e Desempenho
– Introdução ao Planejamento Estratégico
– Introdução ao Balanced Scorecard e Gecon

Vagas limitadas! Não deixe para amanhã.

Sucesso!

Animal Marketing

“Você vai deixar meu cachorro morrer?”

Traduzi esse texto por acreditar que ele servirá de consolo para muitos médicos veterinários brasileiros, que encaram o calote e a “culpa” de não tratar um animal gratuitamente diariamente. Embora o texto tenha um ponto de vista norte-americano, é sempre interessante desmistificar a aura de “supervalorização” que o médico veterinário tem em países de primeiro mundo.
– Shand Lenim, diretor do blog Animal Marketing

Hoje minha sócia consultou um animal que estava em péssima forma: dor no abdomen, letárgico, incapaz de urinar ou defecar, e de modo geral não muito bem. Ela encontrou um volume firme no abdomen, e o cão aparentemente tinha comido parte de um osso de bife. Entretanto, esse volume era maior do que o tamanho de um osso, então ela sabia que estava acontecendo algo mais. Por ser uma ótima médica, ela obviamente desenhou um plano de tratamento que começava a partir de radiografias.

Como é comum de acontecer, os clientes disseram que não poderiam arcar com despesas, e que na verdade chegaram em nossa clínica porque não tinham $100 para entrar em uma emergência. Demos as informação necessárias para o CareCredit (sistema de plano de saúde particular nos EUA), e os clientes foram recusados. A médica já não tinha muitas opções nesse instante, o que comunicou aos clientes. A resposta deles?

“E aí, você vai deixar o meu cachorro morrer assim?” seguida por “que tipo de veterinário não aceita parcelamento?”

Sério?

E essa não é a primeira vez que presenciei esse tipo de atitude e comentário. Muitos clientes pensam que é nossa obrigação tratar animais e fazer cirurgias, mesmo se o cliente não tiver como pagar. Afinal, se realmente amássemos animais seguiríamos em frente e faríamos qualquer coisa (outro comentário que já ouvi antes). Se o cliente não pode pagar e nos negamos a tratar de graça, de alguma forma somos nós que estamos deixando o animal morrer, e não o cliente. É nossa culpa se não cedermos centenas ou milhares de dólares em serviços, mas não é culpa dos clientes quando eles não possuam economias em uma poupança ou quando estão com o nome tão sujo na praça que não podem assumir um parcelamento.

Acredito que muitas pessoas não percebem que não podemos fazer funcionar uma clínica veterinária sem cobrar. Há tantas coisinhas que as pessoas nunca refletem…folha de pagamentos, aluguel, equipamentos, seguros, impostos, indenizações trabalhistas, e dezenas de outras que rapidamente se acumulam e levam o lucro embora. Nós como veterinários temos nossas próprias contas, empréstimos e outras dívidas, assim como famílias para sustentar. E a maioria dos veterinários não dirige uma BMW ou um Lexus, morando em casas de 1000m². Se prestarmos demais esses serviços gratuitos, não podemos pagar nossas contas. Se acumularmos contas, precisamos demitir funcionários, cortar serviços e eventualmente vamos falir. Na verdade, essa prática de descontos é a razão número um da falência de clínicas veterinárias, e é muito mais comum do que qualquer um fora da profissão imagina.

Também não é sensato para a maioria dos veterinários criar o seu próprio sistema de crédito. Já vi isto sendo feito, e na maioria das vezes os clientes não pagam apropriadamente. Consultores de clínicas rotineiramente dizem que isto é uma má idéia para veterinários. E, se alguém não tiver dinheiro para cartões de créditos ou CareCredit, isso significa que a sua renda e habilidade de pagar dívidas está abaixo de padrões aceitáveis. Em outras palavras, são de alto risco. Então por que o veterinário deveria arcar com esses riscos? Sei que todos dizem “oh, não se preocupe, eu sempre pago em dia”. Pode me chamar de cínico, mas na minha própria experiência isso é raro. Por isso que a maioria dos veterinários não aceita esses pagamentos, especialmente de clientes em primeira consulta (que era o caso desse cão).

Então o que acontece nesses casos? Infelizmente, o animal sofre. Mas quem é responsável pelo cuidado com o animal? É o proprietário, e não o veterinário. O veterinário é o agente de tratamento, mas podemos apenas fazer recomendações. É o cliente que em última análise concorda com o tratamento, e o cliente é também em última análise o responsável pelo bem-estar do animal. Se o cliente não pode pagar, simplesmente não é culpa ou responsabilidade do veterinário. E a maioria de nós aprendeu a não deixar o cliente nos fazer sentir culpa, a ponto de nos induzir a tratar mesmo assim.

Nesse caso os clientes tinham dinheiro suficiente para a eutanásia, que foi a melhor decisão se eles não podiam arcar com nenhum diagnóstico ou tratamento. O cão não precisava sofrer por tanto tempo.

É tudo responsabilidade individual, gente. Algo que penso que a maior parte da sociedade americana esqueceu. Muitas pessoas querem culpar outras por seus fracassos e situações difíceis, quando na grande maioria das vezes a culpa é apenas dessas pessoas. Elas precisam assumir responsabilidade por suas ações, e pelo cuidado a pessoas e animais confiados a elas.
– Postado por Chris Bern, DVM

Traduzido e adaptado de A Vet’s Guide to Life.

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